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Daniel Vorcaro
Dono do Banco Master. Está desde março de 2026 e é investigado por organização criminosa, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e corrupção. As fontes do site não mostram contra ele.
Dias Toffoli
Ministro do Supremo. Era o relator do caso e deixou a relatoria em 12/02/2026, depois que a apontou menções a ele no celular de Vorcaro e a compra, por um ligado ao banqueiro, de participação num resort no Paraná ligado à família dele. Nega irregularidade.
Alexandre de Moraes
Ministro do Supremo. O Master tinha com o escritório de advocacia da esposa dele um contrato de cerca de R$ 131 milhões, em 36 parcelas, dos quais R$ 80,2 milhões foram declarados como pagos, segundo a CNN. Fábio Faria, ex-ministro de Jair, recomendou o escritório a Vorcaro. Nega irregularidade.
Nunes Marques
Ministro do Supremo e presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Mensagens do celular de Vorcaro, reveladas pelo Metrópoles em setembro de 2026, citam uma “Turma do KN”. Segundo a e as reportagens, a sigla se refere a Kassio Nunes Marques. O grupo aparece ligado a um contrato de honorários de até R$ 427 milhões, firmado pelo Master com o escritório da advogada Camilla Ramos, em ações sobre de usinas de açúcar que somam cerca de R$ 8,5 bilhões. Em 2025, ele votou com a maioria da Segunda Turma (3 a 2) em um desses casos, e a advogada comemorou o voto em mensagem. Outra mensagem, de julho de 2025, enviada pelo então diretor jurídico do Master, cita “500 mil mês”; segundo o Metrópoles, a referência é ao filho do ministro, o advogado Kevin Marques. Em 15 de setembro de 2026, declarou-se impedido de julgar o relatório da PF sobre Alexandre de Moraes. Nega irregularidades: diz que o filho nunca prestou serviço nem foi remunerado pelo banco, que nunca trocou mensagens com Vorcaro e que seu voto tratou de uma tese aplicável a diversas empresas, não a favor do banco. Nas fontes consultadas, não há confirmação de investigação formal contra ele.
André Mendonça
Ministro do Supremo e relator do caso Master desde fevereiro de 2026. Recebeu Vorcaro uma vez, em 14 de março de 2025, na sede do Instituto Iter, em São Paulo, fundado por ele. O encontro foi revelado em setembro de 2026 e tratou de um processo sobre de interesse do banco (STP 976). O Instituto Iter recebeu R$ 5,2 milhões da Cedro Participações, do empresário Lucas Kallas, apontado nas reportagens como ex-parceiro de negócios de Vorcaro, em contrato de empréstimo conversível em participação firmado em abril de 2024. A devolução do dinheiro começou em janeiro de 2026. Mendonça diz que recebeu Vorcaro por iniciativa do empresário, que se limitou a ouvi-lo e que votou contra o interesse do banco nesse processo. O Iter e a Cedro negam que ele tenha negociado o contrato, e Kallas nega sociedade com Vorcaro. Em 2 de setembro de 2026, Mendonça deixou a sociedade do instituto. Em 15/09/2026, o ministro Flávio Dino mandou investigar esse encontro.
Luiz Fux
Ministro do Supremo. Mensagens extraídas pela do celular de Vorcaro mostram contatos do banqueiro com o filho do ministro, o advogado Rodrigo Fux, de maio de 2024 a agosto de 2025. Em novembro de 2024, Vorcaro pediu ajuda a Rodrigo em um “caso”. Rodrigo confirmou ter ido a um camarote no Carnaval de 2025 e a uma degustação de uísque em Nova York bancados por Vorcaro, mas nega amizade e relação comercial. O escritório Fux Advogados afirma que nunca advogou para Vorcaro nem recebeu valores dele ou do Master. As reportagens consultadas não apontam atuação do ministro nem pagamento do banco ao filho.
Os casos apresentados têm naturezas diferentes. Investigação, operação policial, reunião, proposta legislativa e doação eleitoral não significam a mesma coisa.
Consulte as fontes, as datas e as respostas dos citados antes de tirar conclusões.