Contexto · Caso Banco Master

O que o BRB comprou do Master, e quem paga a conta?

Entre 07/2024 e 10/2025, o , banco controlado pelo governo do DF, comprou R$ 30,4 bilhões em e outros do Master, segundo planilhas obtidas pelo Metrópoles; o banco contesta a conta. Também tentou comprar parte do Master, com da Câmara Legislativa, mas o Banco Central barrou em 03/09/2025. Em 03/03/2026, a aprovou um reforço de capital com empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e nove imóveis públicos.

O que isso significa

Nossa leitura

Por que importa

Se as compradas do Master não valerem o que custaram, a perda é de um banco público, e o reforço aprovado em 2026 usa patrimônio do DF. As compras foram no governo de Ibaneis Rocha (MDB), que indicava o presidente do banco e era aliado do grupo de Bolsonaro.

O que está comprovado

A autorização da CLDF para comprar parte do Master, em 19/08/2025, e o do Banco Central, em 03/09/2025. Segundo o Metrópoles, depois de achar carteiras fraudulentas em 03/2025, o comprou mais R$ 20,7 bilhões em produtos do Master e repassou R$ 1,9 bilhão após o veto.

O que ainda está em aberto

Quanto o BRB vai perder, se houve fraude e qual é a conta certa. A perda depende do que for recuperado; a fraude, a investiga. O BRB contesta a soma, porque trocas de carteiras não seriam novas compras, mas não apresentou completa.

E o candidato?

Na votação de 19/08/2025, os deputados do MDB e do PL que votaram apoiaram a compra; os três do PT votaram contra. Ibaneis se reuniu com Jair e Michelle, com Flávio presente, em 24/06/2025. Celina Leão, que o sucedeu, apoia Flávio.

Dois tipos de negócio

Carteiras de créditoComprar o direito de receber parcelas de empréstimos.
Participação no MasterComprar ações e tornar-se sócio do banco.
O Banco Central rejeitou a aquisição de participação. Isso não apaga as compras de carteiras feitas em outros períodos.
Nesta página
Negócio 1 · Carteiras de crédito

Comprar o direito de receber pagamentos

Uma reúne contratos de empréstimo. Ao comprá-la, o banco passa a ter direito aos pagamentos previstos nesses contratos.

Exemplo ilustrativo: é como comprar de uma loja o direito de receber as prestações que seus clientes ainda devem. Você compra os recebimentos, sem comprar a loja.

O Metrópoles descreve compras de carteiras e outros do Master pelo entre julho de 2024 e outubro de 2025.

Valores publicados pelo Metrópoles · 06/04/2026

Um total, com recortes de períodos dentro dele

A reportagem do Metrópoles usa planilhas de prestação de contas que o jornal informa ter obtido pela — o mecanismo para solicitar informações a órgãos públicos. Os números abaixo são os valores divulgados pelo jornal; a contestação do BRB aparece logo depois.

Volume total descrito pela reportagemR$ 30,4 bilhões

Compras entre julho de 2024 e outubro de 2025

Dentro desse período: os dois valores abaixo destacam compras após acontecimentos importantes. Eles já fazem parte do período do total acima e não devem ser somados a ele.

R$ 20,7 biCompras após a identificação de carteiras fraudulentas, segundo o MetrópolesA partir de março de 2025 · dentro do período acima
R$ 1,9 biCompras após o Banco Central vetar a aquisição de participação no MasterDepois de 03/09/2025 · dentro do período acima
Quanto disso virou prejuízo? Esses números, sozinhos, não respondem. É preciso saber quais créditos podem ser cobrados e quanto pode ser recuperado. A reportagem menciona ainda R$ 10,8 bilhões em substituições: trocar uma carteira por outra não deve ser contado automaticamente como uma nova saída de dinheiro.

Resposta do BRB · 09/04/2026

O banco contestou a apresentação dos valores

Em comunicado oficial à CVM, órgão que fiscaliza o mercado de valores mobiliários, o BRB respondeu a uma notícia de O Sul que reproduzia os números do Metrópoles. O banco afirmou que os valores agregados e a inclusão de substituições como novas compras não representavam adequadamente sua posição econômica.

O documento não apresenta uma completa dos valores. Por isso, o total publicado pela reportagem permanece atribuído ao jornal e acompanhado da contestação do banco.

Por que isso importa para o Distrito Federal?

O reforço financeiro aprovado envolve patrimônio público

Em 03/03/2026, a CLDF aprovou um projeto para reforçar o capital do BRB, com previsão de empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e utilização de nove imóveis públicos.

É uma medida para reforçar a situação financeira do banco. A aprovação autoriza medidas; não comprova que todo o valor já foi transferido ou que todos os imóveis já foram usados.

/ 19 de agosto de 2025

Quem votou pela aquisição do Master pelo ?

O projeto do Executivo distrital autorizava a aquisição de . Confira os votos e os partidos registrados à época.

15 A favor7 Contra2 Licenciado

Cada círculo representa um parlamentar. Selecione para ver o nome.

Partidos no gráfico: Partido dos Trabalhadores (PT); Partido Socialista Brasileiro (PSB); Partido Socialismo e Liberdade (PSOL); Cidadania (CID); Movimento Democrático Brasileiro (MDB); Partido Liberal (PL); Progressistas (PP); Republicanos (REP); União Brasil (UNI); Partido Social Democrático (PSD); Avante (AV); Partido Renovação Democrática (PRD).

Nomes e votos também estão disponíveis na lista completa abaixo.

Ver lista nominal dos dois turnos
Projeto de Lei (PL) 1.882/2025 · votação da matéria, distinta da votação dos .
Deputado / partido1º turno2º turno
Chico VigilantePTContraContra
Gabriel MagnoPTContraContra
Ricardo ValePTContraContra
Dayse AmarílioPSBContraContra
Fábio FelixPSOLContraContra
Max MacielPSOLContraContra
Paula BelmonteCidadaniaContraContra
Daniel DonizetMDBLicenciadoLicenciado
Joaquim Roriz NetoPLLicenciadoLicenciado
Thiago ManzoniPLA favorSem voto registrado
Roosevelt VilelaPLA favorA favor
Doutora JaneMDBA favorA favor
HermetoMDBA favorA favor
IolandoMDBA favorA favor
Jaqueline SilvaMDBA favorA favor
Wellington LuizMDBA favorA favor
Pastor Daniel de CastroPPA favorA favor
PepaPPA favorA favor
Martins MachadoRepublicanosA favorA favor
Eduardo PedrosaUniãoA favorA favor
Jorge ViannaPSDA favorA favor
João CardosoAvanteA favorA favor
Robério NegreirosPSDA favorA favor
Rogério Morro da CruzPRDA favorA favor

A diferença entre os turnos: Thiago Manzoni (PL) votou a favor no primeiro; seu nome não consta entre os votos da matéria no segundo. Daniel Donizet e Joaquim Roriz Neto estavam , segundo o Brasília Capital.

O texto aprovado: o de Hermeto incorporou a da bancada do PT que retirava a autorização ampla para outras aquisições. Os três deputados do PT votaram contra a aprovação da matéria. O Banco Central a operação em 3 de setembro de 2025.

Fontes desta comparação

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De julho de 2024 a outubro de 2025, comprou R$ 30,4 bilhões em ativos do Master, segundo planilhas obtidas pelo Metrópoles. Também tentou adquirir participação no banco.
R$ 30,4 bilhões é o volume de aquisições descrito pela fonte, não uma medida do prejuízo. Os recortes de R$ 20,7 bilhões e R$ 1,9 bilhão fazem parte desse período e não devem ser somados ao total.

O que está documentado

As aquisições incluíam do e outros . Segundo o Metrópoles, depois de identificar fraudulentas em março de 2025, o adquiriu mais R$ 20,7 bilhões em produtos do Master. A reportagem contabiliza separadamente R$ 10,8 bilhões em substituições de carteiras; essas trocas não são tratadas aqui como novo dinheiro somado às compras.

Em 19 de agosto de 2025, a autorizou a aquisição de 49% das e 100% das preferenciais do Master. O Banco Central rejeitou a operação em 3 de setembro. Segundo o Metrópoles, o BRB ainda repassou R$ 1,9 bilhão ao Master após o , com aquisições até outubro.

Em 3 de março de 2026, a CLDF aprovou o projeto de do BRB com previsão de empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e utilização de nove imóveis públicos. A aprovação do projeto não significa que todos esses recursos tenham sido efetivamente transferidos.

Respostas dos citados

Na apresentação à em agosto de 2025, o então presidente do defendeu que a operação ampliaria negócios e . Essa é a justificativa da época. Não foi localizada, nas fontes consultadas para este cartão, manifestação específica do banco respondendo a todos os valores divulgados na reportagem de abril de 2026.

Negócio 1 · Carteiras de crédito

Comprar o direito de receber pagamentos

Uma reúne contratos de empréstimo. Ao comprá-la, o banco passa a ter direito aos pagamentos previstos nesses contratos.

Exemplo ilustrativo: é como comprar de uma loja o direito de receber as prestações que seus clientes ainda devem. Você compra os recebimentos, sem comprar a loja.

O Metrópoles descreve compras de carteiras e outros do Master pelo entre julho de 2024 e outubro de 2025.

Valores publicados pelo Metrópoles · 06/04/2026

Um total, com recortes de períodos dentro dele

A reportagem do Metrópoles usa planilhas de prestação de contas que o jornal informa ter obtido pela — o mecanismo para solicitar informações a órgãos públicos. Os números abaixo são os valores divulgados pelo jornal; a contestação do BRB aparece logo depois.

Volume total descrito pela reportagemR$ 30,4 bilhões

Compras entre julho de 2024 e outubro de 2025

Dentro desse período: os dois valores abaixo destacam compras após acontecimentos importantes. Eles já fazem parte do período do total acima e não devem ser somados a ele.

R$ 20,7 biCompras após a identificação de carteiras fraudulentas, segundo o MetrópolesA partir de março de 2025 · dentro do período acima
R$ 1,9 biCompras após o Banco Central vetar a aquisição de participação no MasterDepois de 03/09/2025 · dentro do período acima
Quanto disso virou prejuízo? Esses números, sozinhos, não respondem. É preciso saber quais créditos podem ser cobrados e quanto pode ser recuperado. A reportagem menciona ainda R$ 10,8 bilhões em substituições: trocar uma carteira por outra não deve ser contado automaticamente como uma nova saída de dinheiro.

Resposta do BRB · 09/04/2026

O banco contestou a apresentação dos valores

Em comunicado oficial à CVM, órgão que fiscaliza o mercado de valores mobiliários, o BRB respondeu a uma notícia de O Sul que reproduzia os números do Metrópoles. O banco afirmou que os valores agregados e a inclusão de substituições como novas compras não representavam adequadamente sua posição econômica.

O documento não apresenta uma completa dos valores. Por isso, o total publicado pela reportagem permanece atribuído ao jornal e acompanhado da contestação do banco.

Por que isso importa para o Distrito Federal?

O reforço financeiro aprovado envolve patrimônio público

Em 03/03/2026, a CLDF aprovou um projeto para reforçar o capital do BRB, com previsão de empréstimo de até R$ 6,6 bilhões e utilização de nove imóveis públicos.

É uma medida para reforçar a situação financeira do banco. A aprovação autoriza medidas; não comprova que todo o valor já foi transferido ou que todos os imóveis já foram usados.

Fontes