La pobreza subió a 52,9% en el gobierno de Javier Milei
La Nación · 26/09/2024
A mais alta desde 2003: quase 25 milhões de pobres; 66% das crianças de 0 a 14 anos.
Futuro da economia · Eleições 2026
Flávio Bolsonaro assumiu a Argentina de Milei como referência. Lula aponta para o próprio governo. O que vai acontecer com a economia, e com o seu bolso, em cada um?
2º turno · 25/10A referência: o próprio governo, Brasil de 2023 a 2026.
Renda protegida, contas públicas pressionadas. Lula promete manter o mínimo acima da e o , sem meta para a dívida. Terá a oposição como maior bancada do Congresso.
De onde sai o dinheiro: do para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano e de impostos sobre exclusivos e empresas no exterior. Se gastar mais do que arrecada, o governo pode precisar se endividar.
A referência: a Argentina de Milei, aliado que ele chama de “meu amigo”.
Contas fechadas, inflação caindo, renda para trás. Flávio promete “” e corte de impostos; diz que não cortará aposentadorias, mas a campanha mostrou a empresários um plano que limita os reajustes à inflação. Terá a maior bancada do Congresso.
De onde sai o dinheiro: em público, de “privilégios”, cargos e corrupção; no plano mostrado a empresários, de aposentadorias, e dos . Impostos caem para todos, inclusive para quem ganha mais.
Para Flávio, a referência é a experiência argentina que sua campanha citou; para Lula, é o próprio governo. A comparação ajuda a discutir caminhos possíveis. Os períodos e as medidas de cada indicador aparecem nos gráficos; não são uma previsão do que acontecerá no Brasil.
Seis dimensões da economia no Brasil de Lula e na Argentina de Milei. Os gráficos informam o período e a medida usados. As barras de cada par mantêm a mesma escala para facilitar a leitura; onde as medidas diferem, explicamos a diferença.
de dezembro de 2023 a julho de 2026.
+13,1%
Inflação entre 4,3% e 4,8% ao ano, perto do da meta (4,5%). Em 2024 e em 12 meses até setembro de 2026 ficou acima dele.
IBGE: 2024, 2025 e 2026; composição do site. Série mensal do IPCA (BCB/IBGE).
IPC de dezembro de 2023 a julho de 2026.
+241%
O primeiro mês de Milei teve 25,5% de inflação; agosto de 2026 teve 1,7%. Os preços sobem bem mais devagar, mas não voltam ao nível anterior.
IIEP–UBA–Conicet (IPC com estimativa para julho); INDEC, dez/2023; INDEC, ago/2026.
. Maio de 2023 = 100.
Regra de 2023: inflação mais o crescimento do , com teto de 2,5% ao ano desde 2025. É o piso legal, não a média dos salários.
Salário mínimo descontada a inflação. Novembro de 2023 = 100.
A perda vem do início do governo, quando os preços dispararam e o piso não acompanhou. Reajustes posteriores não repuseram a perda.
Pessoas abaixo da ( 6,85 por dia), por ano.
17,6 milhões de pessoas a menos abaixo da linha. O IBGE atribui a queda à ocupação e aos benefícios. O dado de 2025 sai em dezembro de 2026.
Pessoas abaixo da linha de pobreza, 31 aglomerados urbanos, por semestre.
Explodiu no primeiro semestre de Milei, caiu até 28,2% no fim de 2025 e voltou a subir em 2026. Ainda está 9,4 pontos abaixo do início.
INDEC: 2024, 2º sem 2025 e 1º sem 2026.
De janeiro de 2023 a setembro de 2026, pelo IPCA. Aqui, cada serviço aparece separado; na Argentina, estão somados.
Luz e água subiram acima da inflação; ônibus (+11,9%) e gás (+5,6%), abaixo. É variação de preços no IPCA, não a tarifa de uma cidade.
IBGE, SIDRA 7060; composição do site.
De dezembro de 2023 a julho de 2026.
Com a redução dos subsídios (a ajuda do governo) e a alta das tarifas, as contas pesaram mais. No exemplo da Grande Buenos Aires, um gasto de 100 pesos passou a 1.066.
Contas do setor público em 12 meses até agosto de 2026, em % do PIB (Banco Central).
Nos 12 meses até agosto de 2026, o setor público gastou mais do que arrecadou: o déficit foi de 0,6% do PIB antes dos juros e de 9,5% depois deles. A chegou a 82,9% do PIB. O crescimento da economia ajuda a reduzir o peso da dívida, mas também contam os juros, o resultado das contas públicas e outros ajustes.
Contas do setor público nacional em 2025, em % do PIB (Ministério da Economia).
As contas fecharam com corte de 27% no gasto real em 2024. O saldo fiscal mede o Estado; a renda das famílias aparece nos outros gráficos e nas manchetes.
Variação do PIB por ano (IBGE).
A economia cresceu e o desemprego caiu ao menor nível da série. Mesmo assim, a dívida passou a pesar mais em relação ao tamanho da economia. É como receber um aumento, mas ver a dívida crescer mais depressa que a renda.
Exemplo inventado para entender a comparação.
Renda por mês R$ 1.000
Dívida total R$ 500
A dívida vale 50% da renda de um mês.
Renda por mês R$ 1.100
Dívida total R$ 660
A dívida vale 60% da renda de um mês.
A renda subiu 10%, mas a dívida subiu 32%. Por isso, a dívida ficou mais pesada.
No gráfico do país, comparamos a dívida com o PIB, que mede o tamanho da economia. Se a dívida cresce mais depressa, ela passa a pesar mais.
As barras comparam a dívida total com a renda de um mês. Não mostram uma parcela mensal nem quanto foi pago. Os valores são fictícios; a analogia serve para entender a proporção, sem tratar as contas de um país como iguais às de uma família.
Variação do PIB por ano (Indec).
O ajuste derrubou a economia no primeiro ano (indústria, construção e comércio) e ela se recuperou no segundo, puxada por consumo e investimento. Em 2026 a atividade voltou a cair e a pobreza voltou a subir.
Esta conta usa as mudanças no do : mais 10% no Brasil e menos 39,3% na Argentina, nos períodos mostrados. Digite um valor para comparar. É um exemplo, não uma previsão do seu salário.
Como foi no Brasil
Renda × 1,10. Ganho real do mínimo de maio de 2023 a janeiro de 2026.
Como foi na Argentina
Renda × 0,607. Perda real do mínimo de novembro de 2023 a abril de 2026.
R$ 1.621 é o mínimo brasileiro de 2026. Exercício matemático com o piso legal; não calcula salário futuro nem câmbio.
Os dois prometem fechar a conta. O que está documentado sobre quem paga.
Já em vigor · Lei 15.270, 26/11/2025. Quem ganha até R$ 5 mil por mês ficou isento do IR. Para ajudar a pagar essa mudança, a lei cobra um de quem recebe mais de R$ 600 mil por ano.
A porcentagem sobe aos poucos e chega a 10% a partir de R$ 1,2 milhão por ano. O imposto já pago entra nessa conta.
são a parte do lucro paga aos . Quem mora no Brasil e recebe mais de R$ 50 mil em dividendos no mês de uma mesma empresa tem 10% descontados do valor total. Esse desconto é levado em conta na declaração anual.
Nenhum dos dois diz que o pobre vai pagar. A diferença está no que já foi feito e no que foi mostrado a quem decide: Lula aprovou um imposto sobre quem ganha mais de R$ 1,2 milhão e deixou a dívida crescer; a campanha de Flávio apresentou a empresários um corte em aposentadorias, BPC e saúde, e promete baixar impostos para todos.
A proporção entre dívida e não é a maior do mundo. Isso, sozinho, não mede o risco: o , o crescimento da economia e as contas públicas também importam. Os quatro gráficos mostram dimensões diferentes da questão.
do governo em % do PIB. Estimativas para 2025, WEO de outubro de 2025.
Quanto maior a barra, maior a dívida em relação ao tamanho da economia. Japão, Itália e Estados Unidos devem mais do que produzem em um ano.
FMI, World Economic Outlook, outubro de 2025, via Visual Capitalist. Valores arredondados; não misturados com a atualização europeia do Eurostat de abril de 2026.
Países selecionados; mesma medida e escala do gráfico anterior. Estimativas para 2025 (FMI).
O FMI estimava 91% para 2025 na edição de outubro daquele ano; o Banco Central registra 82,9% em agosto de 2026. São períodos e métodos diferentes, portanto a diferença não pode ser atribuída só ao método. O FMI inclui títulos do Tesouro na do Banco Central. As barras usam a mesma edição do FMI para todos os países; este recorte não é um ranking de todos os emergentes.
FMI, World Economic Outlook, outubro de 2025; BCB, agosto de 2026.
Juros em % do PIB: períodos e abrangências diferentes, indicados abaixo.
As barras ilustram ordens de grandeza, não um ranking homogêneo. Brasil: juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, incluindo swaps cambiais. Itália: despesa de juros do governo geral. EUA: juros líquidos do governo federal. Japão: juros e encargos da conta geral no orçamento de 2026, divididos pelo PIB projetado. O número brasileiro não é apenas desembolso de caixa nem resulta só da .
Brasil: BCB, agosto de 2026. Itália: Istat, contas de 2025. Estados Unidos: CBO, ano fiscal de 2025. Japão: Ministério das Finanças, orçamento de 2026, juros de ¥13,1 trilhões sobre PIB de ¥691,9 trilhões.
Dívida bruta do governo geral em % do PIB (Banco Central, série atual).
O pico foi em outubro de 2020, na pandemia, no governo Jair: 87,7%. Caiu até 2022 com a alta, que aumenta o PIB em reais, e com extraordinárias; voltou a subir no governo Lula, de 71,7% para 82,9%. O gráfico mostra o tamanho da dívida, não seu custo nem sua sustentabilidade.
BCB, série SGS 13762, recorte preservado do Ajuste 34; BCB, agosto de 2026.
A comparação de tamanhos não resolve a discussão sobre sustentabilidade. Neste recorte, o Brasil tem dívida menor que a de vários países ricos e maior que a de cinco dos seis emergentes selecionados. Os indicadores de juros mostram um custo elevado, mas usam períodos e abrangências diferentes. Avaliar a trajetória exige olhar também para receitas e despesas, crescimento, inflação, prazos e taxas de financiamento. Comparar apenas o tamanho da dívida ou apenas a Selic deixa parte da questão de fora.
Perder 39% do não é um número: é o que deixou de pagar a comida do mês. As manchetes abaixo, de jornais argentinos e brasileiros, registram quem pagou primeiro. Os ganhos também estão registrados: superávit em 2024 e de 289% para 33,5% ao ano.
La pobreza subió a 52,9% en el gobierno de Javier Milei
La Nación · 26/09/2024
A mais alta desde 2003: quase 25 milhões de pobres; 66% das crianças de 0 a 14 anos.
De ajustar y perseguir comedores a desperdiciar 5 millones de kilos de alimentos
Página/12 · 24/05/2024
Comida retida em galpões do governo enquanto refeitórios populares ficavam sem .
“Un millón de niños se van a dormir sin cenar”
Página/12 (Unicef) · 13/08/2024
Estimativa da Unicef Argentina sobre crianças que dormem sem jantar.
Congresso argentino ignora protestos e ratifica veto de Milei à lei que aumentaria aposentadorias
AFP · 11/09/2024
Reajuste de 8,1% vetado com inflação acima de 250% ao ano; protesto dispersado com gás e balas de borracha.
Los jubilados que cobren más de $389 mil ya no recibirán medicamentos gratis
La Nación · 03/12/2024
Fim da gratuidade de 170 remédios essenciais para parte dos aposentados.
Al menos 120 personas fueron detenidas durante los incidentes en el Congreso
La Nación · 13/03/2025
Marcha semanal de aposentados; 20 feridos, um fotógrafo em estado grave.
Paro en el Hospital Garrahan: “formo parte de un equipo de trasplante, y no llego al millón de pesos”
La Nación · 12/09/2025
à lei de emergência pediátrica; greve no maior hospital infantil do país.
Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais
Agência Brasil · 23/09/2026
6,1% das empresas fechadas; desemprego de 7,9%; inflação de 289% para 33,5% ao ano.
Más de 27 mil jubilados tuvieron que volver a trabajar desde que asumió Milei
Página/12 · 12/08/2026
Mais de um milhão de aposentados com dívidas, segundo estudo da UNDAV.
Pobreza na Argentina volta a subir e atinge 32,3% da população
Agência Brasil · 25/09/2026
Cesta de alimentos +21% contra renda +11,5% no semestre.
Toque em um nome para ver o vínculo e a fonte. Borda tracejada: relação reportada pela imprensa, não confirmada.
Estar no mapa não quer dizer que a pessoa terá cargo. Pessoa: borda verde-escura · Instituição: borda cinza · Reportado: tracejado.
Falas do candidato ou de quem fala por ele, com data, e o que a imprensa apurou sobre o que foi mostrado a empresários e investidores.
Não há registro de proposta apresentada a investidores. Em público, não apresentou meta para reduzir a dívida nem para fechar as contas no azul: “um fiscal mais organizado”, sem números (Poder360, 14/09/2026).
A assessoria de Flávio respondeu que conversas informais “não são posição oficial” e que a orientação econômica está no plano de governo (IstoÉ Dinheiro). O plano não fala em aposentadorias, pisos ou .
Flávio diz que não fará economia com aposentados. Segundo a Folha, pessoas da campanha apresentaram a empresários reajustes só pela inflação. O valor subiria junto com os preços, mas quem hoje acompanha o mínimo perderia o aumento além da inflação. A campanha diz que essa não é sua proposta oficial. Falta esclarecer qual regra adotaria. O eleitor costuma ter menos poder de cobrança que empresários.
Milei assumiu em dezembro de 2023, no primeiro ano de Lula. As duas trajetórias correm quase juntas.
Brasil de Lula
Lei do mínimo ( + ) e arcabouço fiscal (gasto cresce de 0,6% a 2,5% ao ano).
Argentina de Milei
Milei assume: câmbio a 800 pesos e desregulação por decreto.
Brasil de Lula
Reforma tributária promulgada.
Argentina de Milei
Brasil de Lula
Déficit de R$ 230 bi (2,1% do PIB), com e gastos da transição.
Argentina de Milei
Aposentadorias corrigidas pelo IPC; Lei de Bases aprovada.
Argentina de Milei
Brasil de Lula
Pacote de cortes de R$ 70 ; teto de 2,5% ao ganho do mínimo.
Brasil de Lula
Inflação de 4,83%, acima do ; cumprida com abatimentos; pobreza cai a 23,1%.
Brasil de Lula
Selic a 15%, maior desde 2006.
Brasil de Lula
Isenção do IR até R$ 5 mil.
Argentina de Milei
Superávit de 1,4% do PIB; pobreza cai a 28,2%.
Brasil de Lula
Mínimo a R$ 1.621, +10% real desde 2023; desemprego de 5,1%; dívida em 78,7% do PIB.
Argentina de Milei
Mínimo perde 39,3% de desde novembro de 2023.
Argentina de Milei
Argentina de Milei
Milei na convenção do PL que lança Flávio.
Brasil de Lula
LC 235: gatilhos travam despesas vinculadas; corte estimado de R$ 8,6–16,6 bi em saúde e educação em 2027.
Argentina de Milei
Contas essenciais +966% desde dez/2023; inflação mensal cai a 1,7%.
Brasil de Lula
Dívida em 82,9% do PIB; inflação de 4,58% em 12 meses; Selic a 13,75%.
Argentina de Milei
Milei declara apoio a Flávio; Flávio: “meu amigo Milei”.
Lado a lado não quer dizer igual. Os freios que um presidente encontra dependem do Congresso eleito em 04/10/2026, e ele não é o mesmo para os dois.
Cadeiras na Câmara e no Senado a partir de 2027, segundo a de 04/10/2026. Uma precisa de e 49 senadores, em duas votações.
Bancadas eleitas. Partidos do sem posição nacional (PSD 43, MDB 36) ficam fora dos dois blocos.
No grupo de Flávio, o gráfico soma 286 deputados. Faltam 22 para os 308 votos necessários para mudar a Constituição. PSD ou MDB poderiam completar a conta, mas apoio na eleição não garante voto nas propostas. Lula conta com 124 deputados e também precisa negociar.
Exame · CNN · Folhapress · CartaCapital.
| Partido | Cadeiras |
|---|---|
| PL | 121 |
| PT | 70 |
| União | 46 |
| PSD | 43 |
| PP | 41 |
| Republicanos | 41 |
| MDB | 36 |
| Podemos | 27 |
| PSB | 15 |
| PSOL | 14 |
| PCdoB | 11 |
| PSDB | 11 |
| Novo | 10 |
| PV | 7 |
| PDT | 6 |
| Avante | 5 |
| PRD | 5 |
| Solidariedade | 2 |
| Missão | 1 |
| Rede | 1 |
Composição a partir de 2027 (54 eleitos + 27 com mandato). Pode variar em uma cadeira com o 2º turno de governador em três estados.
No gráfico, a direita tem pelo menos 45 dos 81 senadores. Uma PEC precisa de 49 votos. Se os 28 senadores do PL votarem juntos contra, barram uma medida que precise de dois terços, ou 54 votos. Flávio teria vantagem, mas ainda precisaria negociar.
Os dois futuros começam pela mesma pergunta: quem paga a conta. As respostas não são simétricas. No caminho de Milei, a conta foi paga primeiro por quem ganha menos: o mínimo perdeu 39%, a pobreza passou de 52% e aposentados perderam remédio antes de qualquer ganho chegar. No caminho de Lula, a renda foi protegida e a conta foi para a dívida, que subiu 11 pontos do com juros de 15%: todos pagam, devagar, e o pobre paga pela da comida e da luz.
Flávio assumiu Milei como referência: convenção com o presidente argentino, apoio declarado dele e a resposta “meu amigo Milei”. Em público, promete não cortar de aposentados; para empresários, segundo a Folha, a campanha apresentou aposentadorias e limitados à inflação e o fim dos . Ele terá a maior bancada das duas Casas e disse que a usará para mudar a Constituição. Lula prometeu manter o do mínimo e o , sem meta para dívida ou superávit, e terá a oposição como maior bancada.
Flávio: qual das duas versões vale, a pública ou a apresentada a empresários; a assessoria diz que só o plano de governo conta, e o plano não fala em aposentadorias nem em . Lula: quais gastos obrigatórios seriam revistos e quanto economizam; não há meta para a dívida nem para o resultado das contas. Nenhum dos dois disse como fecha a conta de 2027.
Flávio: “Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa”; a assessoria diz que conversas informais “não são posição oficial” (Folha, 08/10/2026 · IstoÉ Dinheiro). Lula: Durigan diz que “não existe cavalo de pau na economia” e que 2027 terá “um fiscal mais organizado” (CNN, 08/10/2026). Nenhuma das duas promessas tem número.
“Nossa leitura” é a interpretação do site a partir dos fatos e das fontes desta página. Conheça os critérios.
Lula · mais quatro anos
A · Ajuste gradual real. endurecido e gatilhos funcionando: superávit sem abatimentos, juros caindo. Quem paga: quem depende de programas que crescem menos. Vigiar: cheio, , dívida.
B · Renda protegida, dívida subindo. Se a dívida crescer mais depressa que a economia, ela pesa mais nas contas do país. O governo pode precisar cobrar mais impostos ou cortar gastos. É um caminho possível, não uma previsão. Acompanhar: dívida, gastos, arrecadação, juros e preços.
C · Ajuste depois da eleição. Mercado e juros forçam uma revisão de gastos obrigatórios que a campanha não detalhou. Quem paga: quem recebe esses benefícios, mas em um Congresso onde Lula não tem maioria para aprovar nada sozinho. Projeções.
Flávio · o caminho de Milei
A · Ajuste só na máquina. Os R$ 70–85 quantificados (ministérios, cargos, fraudes, patrimônio) saem sem tocar em aposentadorias e pisos. Quem paga: o funcionalismo. É o que ele promete em público; não fecha os R$ 190–250 bi da meta.
B · Quem ganha o mínimo paga primeiro. A “” passa com a maioria do Congresso: aposentadorias e só pela , . É o caminho argentino: com 39% a menos, pobreza de 42% para 53% antes de cair, remédio de aposentado cortado. Quem paga: quem vive de um salário mínimo e do SUS, antes de qualquer ganho chegar.
C · A conta não fecha. Cortes de impostos permanentes e economias pontuais: expectativa frustrada, juros altos e novo ajuste. Quem paga: os mesmos de B, mais tarde e por mais tempo.
Cenários condicionais, sem probabilidade. A diferença entre os lados não é de intensidade: é de quem tem o Congresso para fazer o caminho B acontecer.
A Argentina partiu de controles de câmbio e de dois dígitos ao mês; o Brasil, de inflação de um dígito ao ano. Os índices argentinos não são aplicados ao Brasil como projeção. Pobreza argentina mede 31 aglomerados urbanos por semestre; a brasileira, o país por ano (2025 ainda não divulgado). O mínimo é o piso legal, não a média dos salários. A cesta de serviços argentina é um domicílio de referência da Grande Buenos Aires; os subitens brasileiros são variação de preços no IPCA. A usa a divulgação de cada época. O programa de Lula foi lido por reportagens; o PDF do não foi conferido linha a linha. As estimativas do Relatório Reservado e as projeções de 2027 (governo, , bancos) não foram auditadas. O BCRA registra 7,7% de crédito inadimplente ao setor privado e 12,9% entre famílias: percentual de crédito, não de população.