Eduardo Bolsonaro · Caso Banco Master

Por que a PF olha para um fundo no Texas?

O dinheiro que Flávio negociou para o filme não foi direto para a produtora. Foi para o , um fundo parado havia quase quatro anos e administrado por um advogado de Eduardo. Segundo a , Eduardo orientou como o dinheiro seria gerido. Ele nega ter usado os recursos.

Sendo investigado pela Polícia Federal

O que isso significa

Nossa leitura

Por que importa

É no que o caminho do dinheiro do filme deixa de ser público: não há detalhamento publicado do uso a partir dali. A investiga se parte pagou despesas de Eduardo, que se mudou para os EUA no mês do primeiro . Se confirmado, o dinheiro terá sustentado o irmão do candidato.

O que está comprovado

Um fundo parado foi reativado para receber o dinheiro. O foi criado em 2020 para um prédio que nunca saiu do papel e não tem imóvel no nome. Em 05/05/2021, a gestora do fundo cancelou o registro dela como gestora de investimentos no Texas, segundo o Intercept; o fundo segue registrado e na Controladoria do Texas. Reativado em fevereiro de 2025, recebeu pelo menos 12,3 milhões até setembro.

O que ainda está em aberto

Se parte do dinheiro pagou despesas de Eduardo. É a suspeita central da investigação e não foi provada. Eduardo nega.

Mesmo na versão de Eduardo

Mesmo que nenhum dólar tenha ido para ele, ninguém, nas respostas reunidas pelo site, explica por que o dinheiro de um filme passou por um fundo imobiliário parado em vez de ir direto à produtora.

E o candidato?

Nas duas pontas do dinheiro há um Bolsonaro: Flávio negociou e cobrou; segundo a PF, Eduardo orientou a gestão nos EUA. Eduardo era deputado federal durante os repasses.

Para onde o dinheiro foi, e o trecho que falta esclarecer

Entre InvestimentosOrigem do primeiro repasse identificado
HavengateFundo no Texas. Recebeu pelo menos US$ 12,3 milhões

Paulo Calixto administra o .
Advogado de Eduardo Bolsonaro. Segundo a PF, Eduardo orientou a gestão do dinheiro nos EUA.

Produção de Dark HorseFinalidade declarada.
Despesas de Eduardo nos EUA?Suspeita sob investigação. Eduardo nega.
A seta representa o ao fundo. Das duas saídas, a segunda é uma suspeita, não um fato. O dinheiro descrito nas fontes foi para o fundo, não para a conta pessoal de Flávio.

Continue rolando para entender

Nesta página

Parado por quatro anos, reativado para o filme.

Em fevereiro de 2025 acontecem três coisas no mesmo mês: o fundo volta a funcionar, recebe o primeiro e Eduardo se muda para os EUA.

Criação

O é criado para um empreendimento imobiliário de 21 milhões que prometia green card a quem investisse.

Registro cancelado

A empresa que administra o fundo cancela seu registro como gestora de investimentos no Texas.

Parado

A obra nunca é feita; o Intercept foi ao endereço e não encontrou construção.

A conta muda

O dinheiro, que pela minuta de 12/2024 iria para a conta da produtora Go Up, passa a ter como destino o Havengate, segundo a piauí. As mensagens não mostram quem decidiu.

“O mais importante”

A primeira parcela está atrasada. Vorcaro escreve ao cunhado, Fabiano Zettel: “Esse é o mais importante disparado. Não pode falhar mais”, segundo mensagens descritas pelo Metrópoles. A citou o diálogo ao pedir a investigação.

Reativado

O fundo volta a funcionar. Recebe o primeiro repasse, de US$ 2 milhões. O dinheiro saiu em 13/02/2025; o comprovante foi enviado a Vorcaro no dia seguinte, segundo a piauí. Por isso o Intercept informa 14/02. No mesmo mês, Eduardo se muda para os EUA.

Segunda e terceira parcelas

Segundo a piauí.

Quarta e quinta parcelas

US$ 3,33 milhões; o total chega a US$ 9 milhões, segundo a piauí.

Sexta parcela

O total chega a US$ 10,67 milhões.

A planilha

Miranda envia a Vorcaro a planilha de pagamentos do fundo: 6 de 14 parcelas pagas até 04/08/2025, US$ 10,67 milhões, a última em 29/05, e “duas em atraso”. Vorcaro promete pagar as duas e não paga, segundo a piauí.

Última parcela conhecida

US$ 1,67 milhão.

Pagamentos param

Vorcaro é preso. Os pagamentos ao fundo param.

Mandato cassado

Eduardo perde o mandato de deputado por faltas: não compareceu a mais de um terço das sessões do ano. Tinha tirado licença de 120 dias e seguido no cargo depois que ela venceu.

Condenado e inelegível

O condena Eduardo por coação no curso do processo, em ação fora do caso Master. A o deixa .

A suspeita da PF

A aponta, segundo o Poder360, que Eduardo orientou a gestão do dinheiro nos EUA.

Quanto foi combinado, quanto chegou ao fundo e quanto a produtora diz ter recebido: veja de onde veio e para onde foi o dinheiro →

Datas próximas não provam uso pessoal do dinheiro. É isso que a investigação precisa responder.

A empresa que fez os repasses.

Por que a Entre

Os saíram da Entre Investimentos, de . Vorcaro passou a operação para a Entre depois que a área de câmbio do próprio Master criou exigências à empresa de Zettel, segundo mensagens descritas pela piauí; Vorcaro já tinha investido R$ 614 milhões em empresas do Grupo Entre.

O que aconteceu com Freixo Júnior

Em 01/2026, Freixo Júnior foi alvo de busca da na segunda fase da Operação Compliance Zero, a do caso Master, segundo a Gazeta do Povo. Em 27/03/2026, o Banco Central decretou a liquidação da Entrepay, do Grupo Entre, segundo o Seu Dinheiro. Em 09/2026, a delação de Freixo Júnior foi homologada pelo .

Em 24/09/2026, Freixo Júnior também foi alvo da Operação Crédito Oculto, da Federal e do Gaeco de São Paulo, que investiga lavagem de dinheiro na compra de uma distribuidora de combustíveis, segundo a Receita. Essa operação não menciona o filme, Flávio ou Eduardo. A defesa de Freixo Júnior informou à CNN Brasil que não vai se manifestar.

Eduardo e as remessas

Em 03/2025, Eduardo escreveu a Miranda que “o ideal seria haver os recursos já nos Estados Unidos” e sugeriu “enviar o máximo possível ainda neste sistema atual”, segundo a piauí; em 21/03, Miranda encaminhou a mensagem a Vorcaro, segundo a piauí. A PF analisa a mensagem. Eduardo não respondeu à revista. À CBN, disse que investiu 50 mil próprios no filme para garantir a contratação do diretor e que o valor foi devolvido.

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Eduardo Bolsonaro

A PF investiga a atuação de Eduardo na organização dos repasses para o filme e se parte do dinheiro custeou suas despesas nos Estados Unidos. Ele nega ter recebido ou usado os recursos para esse fim.

O que está documentado

Eduardo era deputado federal durante todos os . Ele se mudou para os Estados Unidos em fevereiro de 2025, tirou uma licença de 120 dias e continuou no cargo depois que ela venceu. O mandato só foi cassado em 18 de dezembro de 2025, por excesso de faltas — ele não compareceu a mais de um terço das sessões do ano.

Em 16 de junho de 2026, a Primeira Turma do condenou Eduardo, por unanimidade, a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo, segundo a Agência Brasil. Segundo a decisão, ele atuou junto ao governo dos EUA para tentar evitar a de Jair Bolsonaro no processo da trama golpista. A condenação o deixou , e ele não disputou a eleição de 2026. Em 18 de setembro de 2026, a Turma rejeitou o recurso da defesa, segundo o Estadão Conteúdo. Esse processo não faz parte do caso Master.

Segundo a piauí, o primeiro repasse identificado da Entre Investimentos ao ocorreu em 13 de fevereiro de 2025, no valor de 2 milhões. O dinheiro saiu em 13/02/2025; o comprovante foi enviado a Vorcaro no dia seguinte, segundo a piauí. Por isso o Intercept informa 14/02. A piauí informou um total de US$ 12,3 milhões transferidos, incluindo uma parcela em setembro daquele ano.

O se chama Havengate e fica no Texas. Quem administra é Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro, segundo o Poder360.

O fundo foi criado em 2020 para um empreendimento imobiliário de US$ 21 milhões que prometia green card a quem investisse. A obra nunca foi feita. O fundo não tem nenhum imóvel no nome. O site The Intercept foi até o endereço e não encontrou construção nenhuma. A empresa que administra o fundo cancelou o registro dela como gestora de investimentos no Texas ainda em 2021.

O fundo ficou parado por quase quatro anos. Foi reativado em fevereiro de 2025, justamente para receber o dinheiro do filme. Os pagamentos só pararam quando Vorcaro foi preso.

Segundo a Polícia Federal, foi Eduardo quem orientou como esse dinheiro seria administrado nos Estados Unidos. A investigação quer descobrir se parte do dinheiro foi usada para despesas dele, que mora lá desde fevereiro de 2025. Isso é uma suspeita que está sendo apurada, não um fato provado.

Respostas dos citados

Eduardo nega ter recebido ou usado dinheiro do ex-banqueiro para esse fim.

Sobre a , Eduardo diz que a decisão é nula, que não foi notificado na forma da lei e que o objetivo do julgamento é “tirar meu nome das eleições”, segundo o Visão Oeste.

Fontes