Em 08/09/2025, com a crise do Master já pública, Flávio cobrou de Vorcaro parcelas atrasadas. Oito dias depois saiu mais 1,67 milhão. Até setembro de 2026, Flávio dizia que o último pagamento tinha sido em maio de 2025.
Se houve algo em troca e para onde foi o dinheiro. Flávio nega . A prestação de contas é um laudo contratado pela defesa. E a PF investiga se parte pagou despesas de Eduardo, que nega.
US$ 12,3 miAo Havengate, segundo a piauí, com base no Coaf. Confirmado por em delação homologada pelo STF, segundo o TMC.
Quanto a defesa diz ter gasto
R$ 75,2 miLaudo privado contratado pela defesa da produtora. Em dólares, são US$ 13,39 milhões, o mesmo valor que o laudo diz que a produtora recebeu do fundo, segundo o SP Diário.
Os três valores medem momentos diferentes do dinheiro e não se somam. O laudo cobre só o período examinado e não é uma conclusão da .
02 / A viagem
Da Flórida a Brasília.
Em 19/01/2025, Flávio voltou da Flórida a Brasília num jato com três donos. Um deles era a , empresa da qual Vorcaro era .
Negociou com Vorcaro um financiamento de US$ 24 milhões para o filme sobre seu pai, divulgado como aproximadamente R$ 134 milhões. Segundo a piauí, os repasses ao Havengate chegaram a US$ 12,3 milhões.
Esse dinheiro não foi para a conta de Flávio. Ele foi para um fundo nos Estados Unidos que cuidava da produção do filme. O que está documentado é que foi Flávio quem pediu.
O que está documentado
O valor negociado foi de 24 milhões, divulgado como aproximadamente R$ 134 milhões. Segundo reportagem da piauí baseada em relatório do , os ao chegaram a US$ 12,3 milhões, incluindo uma transferência em setembro de 2025. Financiamento negociado, dinheiro transferido e custo executado do filme são medidas diferentes.
Em julho de 2026, um ministro do Supremo autorizou a Polícia Federal a investigar Flávio por causa desses repasses. O pedido partiu da própria Polícia Federal e teve favorável da da República. A Polícia Federal descreve Flávio como a pessoa que falava diretamente com o banqueiro.
A sequência das datas:
Em 8 de setembro de 2025, Flávio mandou mensagem a Vorcaro cobrando parcelas atrasadas.
Oito dias depois, em 16 de setembro de 2025, saiu mais um pagamento de US$ 1,67 milhão. Isso aconteceu menos de duas semanas depois de o Banco Central ter proibido a venda do Banco Master ao — ou seja, quando os problemas do banco já eram públicos. Até então, Flávio vinha dizendo que o último pagamento tinha sido em maio de 2025. Esse pagamento só apareceu em setembro de 2026, num relatório do Coaf revelado pela revista piauí.
Em 13 de maio de 2026, de manhã, um repórter perguntou a Flávio sobre o financiamento do filme. Ele respondeu: "É mentira, de onde você tirou isso?" e chamou o repórter de militante. Naquela mesma tarde, com as mensagens publicadas, ele admitiu o acordo num vídeo nas redes sociais.
Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025 e solto no dia 29, com tornozeleira eletrônica. Flávio confirmou em 19 de maio de 2026 que o visitou em casa após a soltura, para encerrar a questão do filme. A visita foi em 04/12/2025, na véspera do anúncio da pré-candidatura, segundo o Metrópoles.
Respostas dos citados
Confirma as conversas. Diz que era "um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai", sem dinheiro público e sem . Nega ter dado qualquer coisa em troca. Diz já ter apresentado a prestação de contas — um laudo encomendado pela própria produtora do filme. Em agosto de 2026 afirmou que o assunto é "livro fechado, ressignificado e na prateleira".
03
O que dizem os citados
As respostas e seu contexto
Flávio Bolsonaro
Em manifestação anterior ao Globo sobre suas viagens com Willer, Flávio classificou a amizade como legítima e rejeitou suspeitas de irregularidade, conforme reproduziu o BNews.
Essa declaração antecede a revelação sobre a ligação do jato com Vorcaro. O Poder360 registra que Flávio não respondeu à piauí antes da publicação. No mesmo dia, ele ironizou a reportagem no X, segundo o Poder360: “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes.”
Willer Tomaz
Segundo o Poder360, Willer declarou que seus voos eram privados e que só soube da participação de Vorcaro em abril de 2026. Disse que, depois disso, buscou encerrar o contrato com a operadora.
Depois da reportagem, disse ao Poder360: “Vorcaro não pagou, não cedeu, não autorizou e não participou daquele voo”.
Também afirmou que costumava oferecer caronas gratuitas a amigos, sem . Não confirmou que Flávio e sua família fossem seus convidados nesse voo.
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Documentação
Fontes deste ajuste
Reportagens usadas na redação
A original sobre o vínculo do avião é da piauí. O Poder360 a repercute; não são apurações independentes do mesmo fato. O BNews reproduz informações do Globo sobre o e-mail e a declaração anterior de Flávio.