Mario Frias · Caso Banco Master

Por que o produtor do filme sobre Jair é investigado?

Mario Frias (PL-SP), deputado e produtor-executivo de Dark Horse, foi alvo da Operação Make Up em 10/09/2026. Foi reeleito em 04/10/2026. A e a CGU investigam R$ 2 milhões em emendas dele para duas entidades da dona da produtora do filme. Na decisão, o ministro Flávio Dino escreveu que, na hipótese investigada, Frias teria “papel de liderança”. Ele nega e fala em “cortina de fumaça”.

Sendo investigado pela Polícia Federal
Reeleito deputado federal · SP

O que isso significa

Nossa leitura

Por que importa

Frias, deputado do partido de Flávio, é produtor-executivo do filme que Flávio negociou com Vorcaro. A suspeita é de que dele tenham levado dinheiro público a entidades da dona da produtora. Se confirmado, o grupo de um filme apresentado como patrocínio privado terá recebido dinheiro público por outro caminho.

O que está comprovado

A CGU apontou irregularidades em R$ 2 milhões de emendas de Frias para entidades de Karina Gama, segundo a Agência Brasil.

O que ainda está em aberto

Se o dinheiro chegou ao filme ou a Frias. Segundo documentos da revelados pelo UOL, a Go Up, produtora do filme, pagou R$ 136,8 mil de faturas do cartão dele entre 08 e 11/2025. A PF investiga peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa; ninguém foi denunciado.

Mesmo na versão de Frias

Mesmo que as emendas tivessem finalidade social e estejam no sistema oficial, o dinheiro foi para entidades da dona da produtora do filme do qual ele é produtor-executivo.

E o candidato?

Frias também agradeceu a Vorcaro, em áudio, pelo financiamento do filme. A defesa de Flávio pediu ao menos quatro vezes que o passasse a investigação de Dino para Mendonça; Dino manteve a parte das emendas.

A frente das

Orçamento públicoR$ 2 milhões em emendas de Frias
EntidadesICB e ANC, em nome de Karina Gama
DestinosSob investigação
A suspeita investigada é de desvio.
A imagem não afirma que o dinheiro chegou ao filme.
Síntese do percurso sob investigação descrito nas fontes citadas. Não representa conclusão sobre a origem e o destino de todos os recursos.

Continue rolando para entender

Nesta página

Dinheiro público com destinação indicada por um parlamentar.

O deputado pode indicar verbas do orçamento para projetos e entidades. Frias indicou R$ 2 milhões para dois projetos de entidades de Karina Gama, dona da Go Up, a produtora de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. A CGU apontou irregularidades nessa destinação, segundo a Agência Brasil.

O que o STF autorizou.

A autorização

Dino autoriza a operação.

A operação

Operação Make Up: 49 mandados em SP, RJ, CE e DF. Frias fica proibido de deixar o país e de falar com outros investigados.

As faturas

Documentos da mostram que a Go Up pagou R$ 136,8 mil em faturas do cartão de Frias, de 08 a 11/2025, segundo o UOL.

O sigilo cai

Dino tira o sigilo da decisão, que atribui a Frias, “no terreno hipotético da investigação”, papel de liderança.

O áudio para Vorcaro.

Agradecimento pelo financiamento

Mario Frias aparece em conversas do filme e enviou áudio agradecendo a Vorcaro. As reportagens registram um procedimento separado, sob .

A investigação das e o procedimento relativo às conversas não devem ser fundidos em um único caminho de dinheiro comprovado.

Frias no primeiro contato

As mensagens de 12/2024 mostram Frias no primeiro contato. Flávio avisou que levaria Frias à reunião com Vorcaro “por ser o idealizador do projeto”. Em 11/12/2024, depois de uma conversa com Vorcaro, Frias gravou o áudio de agradecimento: “Só te agradecer, meu irmão”. Em 16/12/2024, escreveu ao banqueiro “Tô com senador aqui. Pode falar?”, antes de uma ligação de dois minutos, segundo a piauí. A defesa de Frias não se manifestou à revista.

Dinheiro de Frias na produtora

Entre 10/11 e 30/12/2025, durante as filmagens, Frias transferiu R$ 645,4 mil da conta dele para a produtora, segundo dados do citados na decisão da Operação Make Up, segundo o Poder360. A considera o valor incompatível com o salário dele, de cerca de R$ 44 mil por mês. Frias não respondeu ao Poder360.

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Mario Frias

É investigado por suspeita de desviar dinheiro público de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme.

O que está documentado

é uma verba do orçamento público que cada deputado pode indicar para projetos e entidades. A suspeita é de que parte das indicadas por Mario Frias tenha ido para entidades ligadas à produtora do filme, e de lá para destinos que não foram comprovados.

A CGU apontou irregularidades em R$ 2 milhões de emendas de Frias para entidades de Karina Gama, segundo a Agência Brasil.

Em 13/09/2026, Dino tirou o da decisão, que atribui a Frias, “no terreno hipotético da investigação”, papel de liderança. Documentos da revelados pelo UOL mostram que a Go Up, produtora do filme, pagou R$ 136,8 mil em faturas do cartão de crédito de Frias entre agosto e novembro de 2025.

A defesa de Flávio Bolsonaro pediu ao menos quatro vezes ao Supremo que a investigação saísse das mãos de Dino e fosse para André Mendonça. Dino manteve com ele a parte das emendas.

Mario Frias também aparece nas conversas da negociação do filme com Vorcaro: ele mandou um áudio ao banqueiro agradecendo o financiamento. Por causa disso, o ministro André Mendonça abriu um procedimento separado sobre ele, que está sob sigilo.

As mensagens de 12/2024 mostram Frias no primeiro contato. Flávio avisou que levaria Frias à reunião com Vorcaro “por ser o idealizador do projeto”. Em 11/12/2024, depois de uma conversa com Vorcaro, Frias gravou o áudio de agradecimento: “Só te agradecer, meu irmão”. Em 16/12/2024, escreveu ao banqueiro “Tô com senador aqui. Pode falar?”, antes de uma ligação de dois minutos, segundo a piauí. A defesa de Frias não se manifestou à revista.

Entre 10/11 e 30/12/2025, durante as filmagens, Frias transferiu R$ 645,4 mil da conta dele para a produtora, segundo dados do citados na decisão da Operação Make Up, segundo o Poder360. A PF considera o valor incompatível com o salário dele, de cerca de R$ 44 mil por mês. Frias não respondeu ao Poder360.

Respostas dos citados

Nega irregularidades. Chamou a operação de "cortina de fumaça" em ano de eleição e disse que está colaborando com as investigações. Ao Supremo, afirmou que as tiveram finalidade social e eram transferências com objetivo definido, registradas no sistema oficial do governo. A defesa de Karina Gama também nega irregularidades e diz que ela está colaborando.

Fontes