Cláudio Castro · Caso Banco Master

Por que a aposentadoria dos servidores do Rio foi parar no Master?

No governo de Castro, o Rioprevidência aplicou cerca de R$ 3 bilhões no banco, e a Cedae, R$ 237 milhões. Na Cedae, as regras que proibiam essa aplicação foram mudadas dias antes. A fez buscas contra Castro. Ele diz que o governador não participa dos investimentos da Cedae.

Alvo de operação da Polícia Federal
Não concorreu

O que isso significa

Nossa leitura

Por que importa

No governo de Castro, o de aposentadoria de mais de 235 mil servidores do Rio pôs cerca de R$ 3 bilhões num banco depois fechado. A PF investiga as aplicações e fez buscas contra ele em 26/05/2026.

O que está comprovado

Rioprevidência: R$ 970 milhões em e R$ 2,01 bilhões em fundos ligados ao grupo. Cedae: R$ 237 milhões. Uma auditoria interna da Cedae mostrou que as regras que proibiam aplicar no Master mudaram em setembro de 2023, contra jurídico, e calculou prejuízo de R$ 222,1 milhões.

O que ainda está em aberto

Se Castro participou das decisões e se houve . A auditoria registra que a Cedae começou a negociar com o banco dias depois de um jantar que Vorcaro pagou a Castro em Nova York.

Mesmo na versão de Castro

A resposta dele trata só da Cedae, que teria governança própria. Sobre o Rioprevidência, que aplicou a maior parte, as fontes registram a defesa do fundo, que nega irregularidades.

E o candidato?

Era o candidato de Flávio ao Senado. Flávio, presidente do PL no Rio, o confirmou em 24/02/2026. pelo desde 24/03/2026, Castro desistiu em 28/05/2026, após as buscas; Flávio escolheu Carlos Portinho em 14/07/2026. Portinho foi eleito em 04/10/2026.

Continue rolando para entender

Nesta página

De onde saiu o dinheiro aplicado.

Aplicações descritas nas fontes citadas

Rioprevidência

Fundo que paga aposentadorias de servidores do Rio.≈ R$ 3 bi
Letras financeiras do Master
+ fundos ligados ao grupo

Cedae

Empresa estadual de água e esgoto.R$ 237 mi
Aplicações no
Banco Master
Os R$ 3 bilhões são o recorte de aplicações descrito nessa frente da investigação. A estimativa de exposição de R$ 3,69 bilhões tem outro escopo e não deve ser somada a ele.

Um valor, duas etapas.

R$ 970 milhõesEm letras financeiras do Master, de 10/2023 a 07/2024.
R$ 2,01 bilhõesEm fundos ligados ao grupo, a partir de 07/2024.

Aplicação e exposição não significam, automaticamente, perda integral desses valores.

As regras mudaram antes da aplicação.

Regras mudadas

As regras internas que proibiam aplicar no Master são mudadas. A autorização sai poucos dias depois, contra um parecer jurídico que apontava os riscos.

3º maior destino

O Master vira o 3º maior destino das aplicações da Cedae, atrás só da Caixa e do Santander, mesmo tendo a pior nota de risco da .

Prejuízo apurado

Reportagens revelam a auditoria interna, que calcula prejuízo de R$ 222,1 milhões. A própria Cedae encaminha o resultado ao Tribunal de Contas do Estado e ao do Rio.

Da chapa ao Senado à desistência.

A chapa

Flávio, presidente do Partido Liberal (PL) no Rio, confirma Castro como candidato ao Senado.

A renúncia

Castro renuncia ao governo.

Inelegível

O torna Castro inelegível até 2030 por abuso de poder nas eleições de 2022. A decisão é mantida em 02/06/2026.

A operação

A faz buscas contra Castro por causa das aplicações do Rioprevidência.

A desistência

Castro desiste de disputar o Senado.

O substituto

Flávio escolhe Carlos Portinho para a vaga. Portinho foi eleito em 04/10/2026.

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Cláudio Castro

No governo dele, o estado do Rio colocou quase R$ 4 bilhões no Banco Master. A maior parte era dinheiro da aposentadoria dos servidores.

O que está documentado

A Polícia Federal apurou duas etapas de aplicações. Entre outubro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência aplicou cerca de R$ 970 milhões em do Banco Master. Depois, a partir de julho de 2024, outros R$ 2,01 bilhões foram aplicados em ligados ao mesmo grupo. Somando tudo, cerca de R$ 3 bilhões saíram do fundo que paga a aposentadoria de mais de 235 mil funcionários públicos do estado. Outros R$ 237 milhões saíram da Cedae, a empresa estadual de água e esgoto.

Os cerca de R$ 3 bilhões acima correspondem às aplicações descritas nessa frente da investigação. A estimativa de R$ 3,69 bilhões para o Rioprevidência, citada no bloco de dinheiro público, tem outro escopo de exposição. Os números não devem ser tratados como se fossem o mesmo levantamento nem somados entre si.

No caso da Cedae, uma auditoria interna descobriu que as regras da própria empresa proibiam aplicar dinheiro no Master. Em setembro de 2023, essas regras foram mudadas. A autorização para aplicar saiu poucos dias depois, contra um jurídico que apontava os riscos. Com esse dinheiro, o Master virou o terceiro maior destino das aplicações da Cedae, atrás só da Caixa e do Santander — mesmo tendo a pior nota de risco da . A auditoria calculou prejuízo acima de R$ 220 milhões.

A mesma auditoria aponta que as conversas entre a Cedae e executivos do banco começaram poucos dias depois de um jantar que Vorcaro pagou para Cláudio Castro em Nova York. A auditoria calculou prejuízo de R$ 222,1 milhões e foi encaminhada pela própria Cedae ao Tribunal de Contas do Estado e ao do Rio.

Em 26 de maio de 2026, a Polícia Federal cumpriu contra ele.

Em 24 de fevereiro de 2026, Flávio Bolsonaro, presidente do PL no Rio, confirmou a chapa estadual do partido com Castro como candidato ao Senado. Castro renunciou ao governo em 23 de março. No dia seguinte, o Tribunal Superior Eleitoral o tornou até 2030 por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022; a decisão foi mantida em 2 de junho. Em 28 de maio, dois dias depois da , Castro desistiu de disputar o Senado. Em 14 de julho, Flávio escolheu Carlos Portinho para a vaga do PL no Rio. Portinho foi eleito em 4 de outubro de 2026.

Respostas dos citados

A assessoria de Cláudio Castro afirmou que "governador do Estado não participa da política de investimentos da Cedae" e que a companhia tem governança própria, com análise técnica e jurídico.

A defesa afirmou que ele acompanhava as buscas "com serenidade". O Rioprevidência nega irregularidades e diz que as operações eram regulares e estavam em dia.

Fontes