Ronaldo Bento · Caso Banco Master

O que um ex-ministro de Jair fazia para o Master?

Ronaldo Bento, ministro da Cidadania de Jair, assinou em 2022 as regras do do Auxílio Brasil. Fora do governo, dirigiu o Banco Pleno, ligado a Augusto Lima, ex- de Vorcaro, e administrou a Mettacard. O Master pagou cerca de R$ 11 milhões a ele e a empresas ligadas a ele, segundo o Intercept. Ele diz que eram serviços prestados e declarados ao .

Fato documentado

O que isso significa

Nossa leitura

Por que importa

Como ministro, Bento regulou um tipo de crédito descontado do benefício; fora do governo, recebeu do Master e trabalhou em empresas ligadas ao banco que vendiam crédito descontado do salário. É o tipo de trajetória que a de ex-ministros quer controlar; ele diz tê-la cumprido.

O que está comprovado

Cerca de R$ 11 milhões em dois anos, R$ 773,3 mil diretamente a ele, segundo declaração de Imposto de Renda do Master enviada à e revelada pelo Intercept. O Banco Central liquidou o Pleno em 18/02/2026, com os bens de Bento indisponíveis.

O que ainda está em aberto

Que serviços justificaram os pagamentos. A CPI do Crime Organizado aprovou a convocação dele em 25/02/2026, mas ele não depôs.

Mesmo na versão de Bento

Mesmo que os serviços tenham sido prestados depois da quarentena, o Master pagou cerca de R$ 11 milhões ao grupo de um ex-ministro que regulou o mesmo tipo de crédito.

E o candidato?

Bento foi ministro de Jair Bolsonaro, pai de Flávio. As fontes do site não o ligam à campanha de Flávio nem o apontam como investigado.

Uma parcela dentro do total

≈ R$ 11 mi

Total reportado pelo Intercept: Bento e empresas relacionadas.

R$ 773,3 mil foram para Bento como pessoa física e já estão incluídos no total.

Proporção ilustrada a partir do total aproximado. Não são R$ 11 milhões recebidos pessoalmente: o restante foi para empresas ligadas a ele, como a Meta (R$ 6,2 milhões) e a Mettacard (R$ 2,98 milhões).

Continue rolando para entender

Nesta página

Governo, empresas e medida administrativa.

No governo

Assina a Portaria 816, do do programa Auxílio Brasil.

Banco Pleno

Diretor-presidente do Pleno, segundo o Intercept.

Mettacard

Administrador da Mettacard, empresa de cartões consignados ligados comercialmente ao Master.

Liquidação do Pleno

O Banco Central liquida o banco e torna indisponíveis os bens de ex-administradores, entre eles Bento (Comunicado 44.736).

A sequência não demonstra favorecimento. de bens não é criminal.

Pedidos e convocações são etapas diferentes.

CPMI do INSSPedido de convocação não apreciado.
CPI do Crime OrganizadoConvocação aprovada em 25/02/2026, sem depoimento realizado, segundo as fontes.

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Ronaldo Bento

Cerca de R$ 11 milhões pagos pelo Master a Bento e a empresas relacionadas a ele, segundo o Intercept.

O que está documentado

Foi ministro de Jair BolsonaroFato documentado: cargos e repasses noticiados

Regulamentou empréstimos descontados do Auxílio Brasil. Depois, atuou em empresas de crédito ligadas ao Master.

O que ele fazia no governo?

Como ministro, Bento assinou a Portaria 816/2022 (abre em nova aba), que disciplinava o empréstimo do Auxílio Brasil. Nessa modalidade, a parcela saía do benefício antes de o restante chegar à pessoa.

E depois de sair?

Foi diretor do Banco Pleno e administrador da Mettacard, segundo o Intercept (abre em nova aba). O Pleno era o antigo Voiter e passou ao controle do empresário Augusto Lima em 2025, conforme o Times Brasil (abre em nova aba).

A Mettacard administrava cartões consignados ligados comercialmente ao Master. Eles atendiam servidores públicos, aposentados e pensionistas — públicos diferentes dos beneficiários do Auxílio Brasil.

Qual é a ligação entre as etapas?

Em ambas, o crédito usa descontos automáticos no salário ou benefício. Essa semelhança explica a trajetória profissional; não demonstra, sozinha, favorecimento de uma empresa durante sua gestão.

Três momentos diferentes

  1. Atuação nas regras do consignado do Auxílio Brasil.

  2. Depois do governo

    Atuação no Pleno e na Mettacard; pagamentos identificados pela reportagem.

  3. O Banco Central decreta a liquidação do Pleno e a de bens.

Fontes: Portaria 816/2022 (abre em nova aba), Intercept (abre em nova aba) e Banco Central (abre em nova aba).

Bento já estava fora do governo quando recebeu os pagamentos descritos na reportagem.

O que aconteceu com os bens dele?

O Banco Central incluiu Bento entre os ex-administradores com bens indisponíveis (abre em nova aba) na liquidação do Pleno. Isso restringe a movimentação desses bens enquanto se apuram responsabilidades ligadas à instituição.

A é o processo de encerrar as atividades da instituição e administrar seus bens e dívidas. A decorrente desse processo não é uma criminal.

Por que ele não depôs no Congresso?

Na do , um pedido para convocá-lo não foi apreciado. Já na do Crime Organizado, a convocação foi aprovada em 25 de fevereiro de 2026, como confirma o Senado (abre em nova aba).

O Intercept (abre em nova aba) informa que as duas comissões encerraram os trabalhos sem ouvir Bento. Portanto, houve etapas diferentes: um pedido não votado e uma convocação aprovada sem depoimento realizado.

Resposta de Bento e fontes

O que ele diz

Em resposta ao Intercept, reproduzida pelo InfoMoney (abre em nova aba), a assessoria atribuiu os valores a serviços prestados, declarou que foram informados ao e negou irregularidades. A Gazeta do Povo (abre em nova aba) registra sua afirmação de ter respeitado a e não usado informação privilegiada.

Nas fontes consultadas nesta revisão, não foi localizada confirmação de investigação criminal formal contra Bento sobre esses pagamentos. A medida administrativa do Banco Central está registrada separadamente acima.

Segundo o Intercept, Bento foi diretor-presidente do Pleno de 02/2024 a 07/2025 e administrador da Mettacard de 08 a 12/2024. O contrato de da Mettacard não foi conferido.

O InfoMoney reproduz a do Intercept; não é uma segunda confirmação independente dos valores.

Fontes