Flávio Bolsonaro · Caso Banco Master

Por que o dinheiro do filme levou Flávio a ser investigado?

Flávio negociou com Vorcaro US$ 24 milhões para o filme sobre o pai e cobrou as parcelas pessoalmente, inclusive quando o banco já estava em crise. Em julho de 2026, o autorizou a PF a investigá-lo. Ele diz que era patrocínio privado, sem nada em troca.

Sendo investigado pela Polícia Federal
2º turno · 25/10

O que isso significa

Nossa leitura

Por que importa

É o único fato do site em que um dos candidatos negociou dinheiro diretamente com Vorcaro. A , que chama Flávio de interlocutor direto do banqueiro, citou possível lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

O que está comprovado

O acordo de US$ 24 milhões e as cobranças de Flávio. Pelo menos 12,3 milhões chegaram a um nos EUA, segundo a piauí, com base no Coaf.

O que ainda está em aberto

Se houve algo em troca e para onde foi o dinheiro. Flávio nega . A prestação de contas é um laudo contratado pela defesa. E a PF investiga se parte pagou despesas de Eduardo, que nega.

Mesmo na versão de Flávio

Mesmo que tenha sido patrocínio privado, três fatos continuam de pé. Ele negou o acordo de manhã e o admitiu à tarde. Dizia que o último pagamento foi em maio de 2025, mas houve outro em setembro. E seguiu cobrando com a crise do banco já pública.

Do acordo à investigação, em ordem

A data que muda a leitura é 03/09/2025: a partir dela, a crise do banco era pública. As cobranças e o pagamento de setembro vêm depois.

A negociação

Flávio negocia com Vorcaro US$ 24 milhões para o filme.

O voo

Flávio volta da Flórida a Brasília num jato com três donos. Um deles era a , empresa da qual Vorcaro era . Quem pagou o voo não foi identificado.

O primeiro repasse

US$ 2 milhões vão para o , nos EUA. O dinheiro saiu em 13/02/2025; o comprovante foi enviado a Vorcaro no dia seguinte, segundo a piauí. Por isso o Intercept informa 14/02.

A crise se torna pública

O Banco Central proíbe a venda do Master ao BRB. Os problemas do banco se tornam públicos.

A cobrança

Flávio cobra de Vorcaro, por mensagem, parcelas atrasadas.

Mais um repasse

Sai mais US$ 1,67 milhão.

A prisão

Vorcaro é preso. Os ao fundo param.

A visita

Flávio visita Vorcaro em casa, na véspera do anúncio da pré-candidatura, segundo o Metrópoles.

A negativa e a admissão

De manhã, Flávio chama a notícia do financiamento de “mentira”. À tarde, com as mensagens publicadas, admite o acordo em vídeo.

A investigação

O STF autoriza a PF a investigar Flávio. O pedido foi da própria , com favorável da .

O repasse de setembro

A piauí revela o repasse de setembro de 2025. Até então, Flávio dizia que o último tinha sido em maio.

A ordem das datas não prova, sozinha, que houve algo em troca. Essa é exatamente a pergunta que a investigação precisa responder.

Continue rolando para entender

Nesta página

Três números, três perguntas diferentes.

Três números, três perguntas diferentes

Quanto foi combinado

US$ 24 miCerca de R$ 134 milhões, divulgados na época do acordo.

Quanto chegou ao

US$ 12,3 miAo Havengate, segundo a piauí, com base no Coaf. Confirmado por em delação homologada pelo STF, segundo o TMC.

Quanto a defesa diz ter gasto

R$ 75,2 miLaudo privado contratado pela defesa da produtora. Em dólares, são US$ 13,39 milhões, o mesmo valor que o laudo diz que a produtora recebeu do fundo, segundo o SP Diário.
Os três valores medem momentos diferentes do dinheiro e não se somam. O laudo cobre só o período examinado e não é uma conclusão da .

Da Flórida a Brasília.

Em 19/01/2025, Flávio voltou da Flórida a Brasília num jato com três donos. Um deles era a , empresa da qual Vorcaro era .

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Flávio Bolsonaro

Negociou com Vorcaro um financiamento de US$ 24 milhões para o filme sobre seu pai, divulgado como aproximadamente R$ 134 milhões. Segundo a piauí, os repasses ao Havengate chegaram a US$ 12,3 milhões.
Esse dinheiro não foi para a conta de Flávio. Ele foi para um fundo nos Estados Unidos que cuidava da produção do filme. O que está documentado é que foi Flávio quem pediu.

O que está documentado

O valor negociado foi de 24 milhões, divulgado como aproximadamente R$ 134 milhões. Segundo reportagem da piauí baseada em relatório do , os ao chegaram a US$ 12,3 milhões, incluindo uma transferência em setembro de 2025. Financiamento negociado, dinheiro transferido e custo executado do filme são medidas diferentes.

Em julho de 2026, um ministro do Supremo autorizou a Polícia Federal a investigar Flávio por causa desses repasses. O pedido partiu da própria Polícia Federal e teve favorável da da República. A Polícia Federal descreve Flávio como a pessoa que falava diretamente com o banqueiro.

A sequência das datas:

Em 8 de setembro de 2025, Flávio mandou mensagem a Vorcaro cobrando parcelas atrasadas.

Oito dias depois, em 16 de setembro de 2025, saiu mais um pagamento de US$ 1,67 milhão. Isso aconteceu menos de duas semanas depois de o Banco Central ter proibido a venda do Banco Master ao — ou seja, quando os problemas do banco já eram públicos. Até então, Flávio vinha dizendo que o último pagamento tinha sido em maio de 2025. Esse pagamento só apareceu em setembro de 2026, num relatório do Coaf revelado pela revista piauí.

Em 13 de maio de 2026, de manhã, um repórter perguntou a Flávio sobre o financiamento do filme. Ele respondeu: "É mentira, de onde você tirou isso?" e chamou o repórter de militante. Naquela mesma tarde, com as mensagens publicadas, ele admitiu o acordo num vídeo nas redes sociais.

Vorcaro foi preso em 17 de novembro de 2025 e solto no dia 29, com tornozeleira eletrônica. Flávio confirmou em 19 de maio de 2026 que o visitou em casa após a soltura, para encerrar a questão do filme. A visita foi em 04/12/2025, na véspera do anúncio da pré-candidatura, segundo o Metrópoles.

Respostas dos citados

Confirma as conversas. Diz que era "um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai", sem dinheiro público e sem . Nega ter dado qualquer coisa em troca. Diz já ter apresentado a prestação de contas — um laudo encomendado pela própria produtora do filme. Em agosto de 2026 afirmou que o assunto é "livro fechado, ressignificado e na prateleira".

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O que dizem os citados

As respostas e seu contexto

Flávio Bolsonaro

Em manifestação anterior ao Globo sobre suas viagens com Willer, Flávio classificou a amizade como legítima e rejeitou suspeitas de irregularidade, conforme reproduziu o BNews.

Essa declaração antecede a revelação sobre a ligação do jato com Vorcaro. O Poder360 registra que Flávio não respondeu à piauí antes da publicação. No mesmo dia, ele ironizou a reportagem no X, segundo o Poder360: “Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes.”

Willer Tomaz

Segundo o Poder360, Willer declarou que seus voos eram privados e que só soube da participação de Vorcaro em abril de 2026. Disse que, depois disso, buscou encerrar o contrato com a operadora.

Depois da reportagem, disse ao Poder360: “Vorcaro não pagou, não cedeu, não autorizou e não participou daquele voo”.

Também afirmou que costumava oferecer caronas gratuitas a amigos, sem . Não confirmou que Flávio e sua família fossem seus convidados nesse voo.

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Documentação

Fontes deste ajuste

Reportagens usadas na redação

A original sobre o vínculo do avião é da piauí. O Poder360 a repercute; não são apurações independentes do mesmo fato. O BNews reproduz informações do Globo sobre o e-mail e a declaração anterior de Flávio.

Consulta editorial: 24/09/2026. A ausência de resposta é a registrada na publicação de cada reportagem, não um acompanhamento em tempo real.

Fontes